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Segunda, 17 Julho 2017 11:21

Delação de Antonio Palocci põe emissora de TV na mira da Lava Jato

| R7
Delação de Antonio Palocci põe emissora de TV na mira da Lava Jato Foto: Divulgação R7

Uma delação que pode comprometer uma das famílias mais ricas e poderosas do Brasil. O ex-ministro Antonio Palocci guarda informações valiosas e podem dar origem a uma nova fase da Operação Lava Jato para apurar negócios da TV Globo envolvendo sonegação fiscal, empresas de fachada no exterior e negócios em contratos do futebol. 

A Rede Record exibiu no programa o ‘Domingo Espetacular’ de domingo (16), matéria que tem como personagens centrais o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci, e a emissora carioca, TV Globo. O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato por ter negociado propina superior a 10 milhões de dólares com a Odebrecht, de acordo com a sentença do juiz Sérgio Moro divulgada pela Justiça Federal do Paraná.

A reportagem de Luiz Carlos Azenha que a delação de Palocci estaria “prestes a ser concluída” e conta com anexo relacionado a “questões fiscais” envolvendo a Globo. No horário da transmissão o ‘Domingo Espetacular’ diz que a emissora da família Marinho “quase quebrou” no início dos anos 2000 por causa de “maus negócios”. Na época, segundo o material apresentado, o canal “montou um esquema” para adquirir os direitos de exibição da Copa do Mundo de 2002.

Sobre o assunto da transmissão do mundial de futebol realizado na Coreia do Sul e no Japão, Azenha se baseia em documentos da Receita Federal. De acordo com o repórter, os arquivos informam que “a Globo conseguiu comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo sem pagar impostos no Brasil”. O jornalista ressalta que isso caracteriza uma “operação fraudulenta” — que ocorreu por meio da criação de uma empresa chamada Empire. A matéria destaca, contudo, que as investigações por parte da Receita Federal só começaram em 2005 e repercutiram na imprensa oito anos depois, em 2015, graças ao jornalista Miguel do Rosário — que falou do tema no blog O Cafezinho.

O repórter da Record finaliza a matéria destacando que enviou perguntas para a Globo, mas ficou sem respostas. Até o início da madrugada desta segunda-feira, 17, o canal carioca não se pronunciou oficialmente a respeito do conteúdo veiculado. 

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